O futuro do jornalismo… e as notícias que conhecemos…

Volta e meia vemos por ai discussões sobre o futuro dos jornais e do jornalismo (e por que não dos jornalistas). De minha parte não acredito que o modelo digital fará desaparecer o tradicional folheto suja-mãos das bancas de jornal. Em parte porque sempre haverão analfabetos digitais (por opção ou imposição); em parte por as páginas impressas conferirem um caráter de veracidade/confidenciabilidade que os sites ainda não têm.

Mas o modelo tradicional não desaparecer, não significa que ele não enfrentará dificuldades. A versão on-line traz vantagens indiscutiveis. As notícias podem ser atualizadas em minutos. A produção é muito mais barata. A manipulação de informaçãoes fica muito mais difícil… E quando eu falo em manipulação não estou apenas me referindo às alterações escrachadas, mas à manipulações menos visíveis (principalmente em no formato tradicional). Tomemos por exemplo as principais capas dos jornais nacionais de hoje: Enquanto as versões on-line do Correio do Povo (RS), o Estado de São Paulo , a Folha de São Paulo e até mesmo o El País (espanhol) trazem a notícia da Renúncia da ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, jornais cariocas como o JB e o Globo trazem não mais que uma pequena nota sobre o assunto em sua página inicial (sendo a matéria, no globo, restrita à assinantes). Não importa aqui as causas e/ou repercussões dessa notícia. Fica apenas minha indignação quanto a cara-de-pau dos editores desses jornais.

~ por z1d1glo em Maio 14, 2008.

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